
O aumento do e-commerce no Brasil não impulsiona apenas empresas virtuais. De acordo com Carlos Figueiredo, diretor de cargas da Gol, o crescimento das vendas online ajuda a explicar o aumento de 56%, em 2011, das encomendas expressas da Gollog - unidade de transporte de cargas da empresa de linhas aéreas, que opera no sistema de franquias.
Dados da e-bit mostram que o faturamento do e-commerce chegou a R$ 18,7 bilhões ano passado, percentual 20% maior do que o obtido em 2010. Para efeito de comparação, em 2006 o setor faturou R$ 4,4 bilhões.
O serviço de encomenda expressas retira o produto na casa do remetente e entrega na casa do destinatário. Existe também a possibilidade de o cliente escolher o serviço tradicional, que inclui apenas a transferência entre aeroportos. "Com a primeira opção, agregamos valor ao serviço. O consumidor paga mais, mas ao mesmo tempo tem a conveniência de retirar ou receber seu produto em casa", afirma Carlos.
Quem mais usa os serviços das Gollog são as empresas - 96% do total de clientes -, especialmente as de produtos perecíveis e as que comercializam itens com alto valor agregado, como eletrônicos e eletrodomésticos.
A Gollog utiliza a as aeronaves e a malha aérea da Gol. O trabalho da empresa consiste em cruzar os dados da unidade com a empresa-mãe para fazer com que as encomendas cheguem com agilidade até o cliente. Por isso, é fundamental que o franqueado seja alguém da área de logística e de preferência já possua experiência em cargas aéreas.
Outro fator que explica os bons números da rede é a o crescimento das regiões Norte e Nordeste, já que o transporte aéreo é mais utilizado para grandes distâncias e em locais com estradas precárias. "Geralmente, as empresas usam o modal rodoviário para raios de até 800 quilômetros. Mais do que isso, compensa mandar de avião", esclarece Carlos.
A empresa atua em todos os estados e atende 3,5 mil municípios com a entrega expressa. A Gollog opera nos aeroportos operados pela Infraero, com exceção do localizado em Porto Seguro (BA). Com 108 unidades atualmente, a meta é chegar a 127 lojas até o final do ano.
O franqueado da rede pode escolher entre dois modelos de franquias: a loja, cujo objetivo é captar carga e, por isso, deve estar localizada em grandes centros comerciais, e o centro operacional, local onde as cargas das lojas são recebidas e passam pela triagem - nesse caso, é preciso uma estrutura maior, mas a unidade não necessita da mesma visibilidade da loja. Existe ainda o terminal de cargas, que fica nos aeroportos. Porém, não há espaço para novos franqueados, uma vez que a empresa já está presente em todos os aeroportos do País.
Fonte: Terra