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Mercado & Consumo

16 Jul 2012

YouTube organiza conteúdo temático para atrair anúncios

É fácil um anunciante se perder entre os milhões de vídeos disponíveis no YouTube. Por isso, o Google, proprietário do site de vídeos, criou o The Zoo, projeto que identifica nichos que facilitam a vida dos interessados em usar vídeos na web para dar visibilidade a uma marca. No Brasil, o Zoo gerou um canal de moda patrocinado pela C&A, transmissões de shows em parceria com a Intel e agora motiva um projeto dedicado à Olimpíada com apoio da Unilever e da Embratel.

 

Batizado Londres 360, o novo canal entrará no ar esta semana e mostrará programas produzidos pela ESPN Brasil e também conteúdos desenvolvidos por patrocinadores, que serão exibidos em seções separadas dentro da página. Segundo Maria Fernanda Ceravolo, diretora do The Zoo para o Google América Latina, a Embratel contribuirá com reportagens feitas com atletas que vão a Londres e são patrocinados pela empresa.

 

A Unilever, que já concentra mais de 10% de seu investimento em publicidade nos meios digitais, vai usar o investimento dentro do canal da Olimpíada para promover duas de suas marcas de produtos masculinos que têm o jogador de futebol Neymar como garoto-propaganda: o desodorante Rexona e o xampu anticaspa Clean & Clear.

 

Ao contrário do que vem fazendo mundialmente a rival Procter & Gamble com a campanha Best Job (O Melhor Trabalho do Mundo), que documenta mães de atletas olímpicos ao redor do mundo, a Unilever investirá em peças tradicionais de publicidade dentro do canal de esportes. Isso não quer dizer, porém, que a Unilever se limitará em repetir o formato tradicional de 30 segundos da televisão na internet.
 
A diretora de mídia da Unilever, Maria Luisa López, vê o investimento na internet - que cresce 10% todos os anos na empresa - como uma forma de expandir conteúdos já mostrados na televisão, que ainda é o grande veículo de massa para a publicidade brasileira. "A conversa que começa na televisão se estende para a web. Após um jogo de futebol ou em um capítulo importante da novela Avenida Brasil, a discussão vai parar imediatamente no Twitter", diz a executiva. "É esse efeito que procuramos no YouTube."

 

Relevância. Os produtores de conteúdo querem evitar que estratégias com participação de patrocinadores "contamine" a informação. "Fazemos conteúdo do nosso interesse jornalístico, sem interferência de produção. Não aceitamos que o patrocinador venha com o pacote pronto", diz Marcelo Pacheco, diretor de marketing e vendas da ESPN Brasil.

 

O conteúdo da Olimpíada será formado por programas sobre os resultados dos jogos e informações sobre o que acontece em Londres. "Vamos usar a nossa equipe para mostrar baladas, restaurantes e também ações ligadas a sustentabilidade", explica Pacheco.

 

A exibição de imagens oficiais dos jogos, porém, será limitada por questões de direitos de transmissão. Por isso, a ESPN fará uma promoção cruzada: ao informar que um brasileiro ganhou uma medalha, o site incentivará o usuário a ligar a TV no canal para assistir às imagens da disputa da final.


Fonte: O Estado de S. Paulo

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