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Mercado & Consumo

05 Jul 2012

Setor de serviços aéreos vira negócio de US$ 600 mi no País

O fornecimento de suprimentos e serviços (em especial manutenção) à indústria mundial de aviação é uma atividade que movimenta, em todo o mundo, US$ 45 bilhões ao ano. Deste valor, cerca de US$ 1,2 bilhão é gerado nos países da América Latina, e metade disto, US$ 600 milhões, apenas pelo Brasil.

 

O cálculo do mercado foi feito por Rogério Watanabe, gerente de Negócios da TAM MRO (unidade de negócios da TAM que presta serviços de manutenção aeronáutica), e mostra a importância de um mercado que, no Brasil, deve crescer neste ano cerca de 6%. Há uma tendência, em especial no exterior, de este tipo de atividade ser cada vez mais exercido por oficinas, hangares e empresas especializadas em vez de ser executado pelas próprias companhias de aviação. Isto pode trazer chances de negócios aos empresários brasileiros; no entanto, talvez o grande filão a explorar nesta área seja justamente o voltado para a área de formação de mão de obra, cuja carência na área chega a ser dramática.

 

Fazer a manutenção dos próprios aviões ou delegar a tarefa a empresas especializadas no assunto, de qualquer modo, é mesmo a grande questão neste campo. A TAM e a Gol, por exemplo, escolhem a primeira alternativa; já a terceira grande companhia aérea do País, a Azul, contrata empresas focadas neste campo para cuidarem de seus aparelhos.

 

"A opção de montar uma estrutura própria de manutenção aeronáutica depende do porte da frota de cada companhia", explica Gianfranco Beting, diretor de Comunicação e Marca da Azul.

 

"A partir de uma certa quantidade de aeronaves, torna-se economicamente interessante para a aérea ter sua estrutura de manutenção exclusiva. Quando chega este momento, o próximo passo é passar a oferecer a outras companhias este serviço tão essencial a qualquer empresa de aviação."

 

Watanabe comenta, por seu turno, que até mesmo a transformação do braço de manutenção de uma aérea em uma empresa independente (processo conhecido como spin-off) mostra-se viável quando pelo menos 30% dos serviços prestados pela unidade são feitos para terceiros.

 

Por sinal, no momento cerca de 12% dos serviços realizados pela TAM MRO são para terceiros - e tal fatia pode crescer, segundo o executivo, para algo em torno de 25% em 2020.

 

Fonte: DCI

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