
Com um modelo de negócios baseado no setor de franquias de quiosque surgido de uma paixão de família pela figura de Walt Disney - criador do desenho mais famoso do mundo, o Mickey Mouse -, a bandeira Fantasia, que comercializa apenas itens licenciados da marca Disney, vai explorar novos nichos no Brasil.
Mesmo com o sucesso dos 30 quiosques espalhados por 14 estados brasileiros e em operação desde 2010 - em São Paulo (SP) presente em shoppings como Alphaville e Center Norte, entre outros (sendo quatro espaços próprios cuidadosamente criados e aprovados pela marca estrangeira para não ficarem iguais à Disney Store)-, a rede apostará a partir de agora em lojas, afirma a sua fundadora, Danielle Lyra.
"Devido ao fato de o espaço ser reduzido para estoque [uma necessidade da rede para atender uma nova demanda de consumidores e de novos produtos licenciados que estão em negociação com a Disney], resolvemos desenvolver os modelos de lojas da Fantasia", explica ela. A necessidade dessa modificação do modelo de negócio surgiu no ano passado, momento em que a marca teve crescimento acelerado.
"Depois de participarmos pela primeira vez da feira da Associação Brasileira de Franchising, em 2011, abrimos diversos quiosques em dois meses e meio. Com o passar do tempo, identificamos a necessidade de ter um espaço mais amplo para produtos de maior valor agregado", enfatiza a empresária.
Nos quiosques são vendidos itens com valor de R$ 1, como lápis de cor, a R$ 600, como televisores e bicicletas, todos com os personagens mais famosos e rentáveis da Disney: Mickey e Minnie entre muitos outros licenciados no Brasil. Ao mudar e ampliar o mix de produtos, a empresária conseguiu aumentar seu tíquete médio ao colocar um número maior de itens de maior valor. O tíquete médio das compras antes era de R$ 55, agora está em R$ 78.
Segundo Danielle, as lojas terão cerca de 45 metros quadrados e podem ter cinco funcionários. Assim, os franqueados terão à disposição produtos exclusivos. É característica da Disney ter revendedores que comercializam produtos diferentes uns dos outros, para não gerar a chamada canibalização entre os concorrentes. O destaque, aliás, é uma linha voltada para home wear, conhecidos produtos para casa que têm ganhado destaque no Brasil, ainda mais com a vinda da Zara Home para o País.
"Nosso forte a partir de agora será a venda de produtos para casa, como espátulas de bolo do Mickey, toalhas, produtos de cama, mesa e banho, que demandam um espaço maior de armazenamento", diz Danielle. A intenção da empresária é chegar ao final deste ano com 75 operações que vão transitar entre quiosques e lojas, com foco maior em shopping centers que podem render o faturamento de R$ 35 milhões à rede até o final deste ano, índice bem superior ao arrecadado entre junho e dezembro do ano passado que foi de R$ 6,2 milhões. "Mesmo focado em shoppings, isso não inválida a possibilidade da rede Fantasia de ter lojas de rua", afirma a fundadora.
Enganam-se os que acreditam que a loja é voltada exclusivamente ao público infantil: segundo Danielle, seu público consumidor é de mulheres de 35 a 38 anos. "Nossa proposta de negócio é voltada para a família, não apenas em produtos para crianças, pois o mercado de brinquedos é muito fechado no Brasil. Esses itens compõem o nosso mix de produtos disponibilizados em nossos atuais quiosques. Por isso modificamos o nosso portfólio de produtos, para que esses consumidores adultos tenham produtos diferenciados para comprar", explica. E completa: "Mas, mesmo ao consumidor mais adulto, o nosso produto mais vendido ainda são artigos de pelúcia."
Os itens comercializados nos quiosques são em grande maioria produzidos nas indústrias nacionais, mas importados também fazem parte das prateleiras da Fantasia. "Como começamos a vender produtos como capas para celular, pen drives e demais artigos mais eletrônicos, tivemos que importar os produtos", enfatiza a empresária.
Fonte: DCI