
A estratégia da Bombril para recuperar o mercado foi investir em marketing, aproveitando um momento de fragilidade da concorrência. "Foram aplicados quase R$ 70 milhões no ano passado para ampliar a visibilidade da marca", afirma o diretor comercial e de Marketing e P&D da Bombril, Marcos Scaldelai.
Por meio do programa Arrastão, a companhia conseguiu ampliar em 40% o número de distribuidores no Norte e Nordeste desde 2010.
A Bombril falou pela primeira vez também no ano passado com mulheres na faixa dos 20 e 30 anos com a campanha Mulheres Evoluídas, protagonizada pelas atrizes Dani Calabresa, Marisa Orth e Monica Iozzi.
O resultado é que o alcance dos produtos entre mulheres mais jovens, até 29 anos, saltou de 65,8%, em 2010, para 71,9% no ano passado.
"A classe média não quer mais ouvir que tal produto ‘lava mais branco' ou que ‘tira mancha', quer que falemos sobre a sua realidade", explica Scaldelai, lembrando que a Bombril acabou comprando uma briga com vários maridos por conta dos anúncios, que pediam às mulheres que exigissem ajuda em casa.
"Tivemos cerca de 400 reclamações no Conar [Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária] de homens que acharam os anúncios feministas demais", afirma ele.
As reclamações machistas não deram em nada, mas a estratégia iniciou uma reviravolta nos negócios da empresa.
Segundo levantamento da Kantar WorldPanel, a Bombril saiu de uma participação de 39% no mercado Norte/Nordeste para 42,5% em 2011.
A diferença, no entanto, ficou por conta da marca de combate da empresa, a Q-Lustro, lançada há dois anos, que ganhou quatro pontos percentuais, ficando com 4% de participação. Somadas, as duas marcas de esponja de aço da Bombril detêm 46,5% do mercado, contra 45% das marcas da Química Amparo (Assolan, com 42,7% e Brilho Ypê, com 2,3%).
Fonte: Brasil Econômico