

Marcos Gouvêa de Souza, fundador e diretor-geral da GS&MD - Gouvêa de Souza.

Os consumidores mudam, a concorrência muda, os hábitos se alteram, as cidades se transformam, os meios e vias de transporte evoluem, novos jogadores entram no jogo, mais canais de vendas e relacionamento se incorporam, enfim, de definitivo, só a certeza das mudanças.
E os formatos de lojas no varejo acompanham ou se antecipam a essas mudanças, incorporando ou desenvolvendo alternativas para crescer, ou sobreviver, nas novas realidades que se criam.
Quando o poder público tenta engessar ou normatizar esse processo é garantia de maiores problemas, muito mais do que contribuições relevantes em benefício da concorrência ou do livre mercado.

Um dos temas com grande destaque nas discussões durante o 1o Fórum Nacional de Varejo realizado nos dias 23 e 24 de Março, no Guarujá, em São Paulo, foi a complexidade burocrática que assola os negócios no Brasil e que é particularmente prejudicial ao varejo, em especial aquele que opera em diversos estados do país.
Não só a profusão de impostos e regulamentos e suas diferentes alíquotas por estado e município, mas também a própria complexidade da legislação e posturas federais, estaduais e municipais, criam uma parafernália de instrumentos jurídicos e fiscais exigindo mais sistemas, mais controles, mais gente e muito mais tempo para administrar esse cipoal de diretrizes.

A expressão acima, pelo seu poder de síntese, pode ser a frase-conceito que marcou a realização do 1o Fórum Nacional de Varejo, que aconteceu no último fim de semana, no Guarujá, em São Paulo, numa realização conjunta da Dória, Lide e GS&MD-Gouvêa de Souza e que reuniu os mais importantes varejistas brasileiros, autoridades e governo para discutir o momento e as perspectivas do setor.
A expressão foi extraída da apresentação que foi feita por Flávio Rocha, presidente do IDV e que abriu o evento, que teve a participação do governador Geraldo Alckmin e que foi seguida de outras apresentações feitas por Luiza Helena, do Magazine Luiza; Enéas Pestana, CEO do Grupo Pão de Açucar; Alexandre Szapiro, da Amazon e Arthur Grynbaum do O Boticário, todas elas complementadas com debates que contaram com grande envolvimento do público de mais de 500 pessoas.

O artigo continua a discutir os resultados do varejo no Brasil, comparados ao baixo desempenho do PIB, especialmente nos últimos dois anos, e motivado pelos temas que serão debatidos nos próximos dias 22, 23 e 24 de março, quando ocorrerá no Guarujá o 1o Fórum Nacional de Varejo, uma realização da Dória, Lide- Grupo de Líderes Empresariais e GS&MD – Gouvêa de Souza discutindo exatamente a mudança do papel econômico, social e político do setor no Brasil nos últimos anos e a visão futura do segmento.
Da condição de patinho feio da economia por conta do baixo nível de profissionalização, problemas com informalidade, predominância de empresas locais e regionais e mais os impactos advindos da inflação, que tolhiam o pensar estruturado de médio e longo prazo, o setor mudou estruturalmente ao longo dos últimos 15 anos...

O assunto continua a repercutir e continuará por um bom tempo, a despeito do interesse do governo em tentar virar essa página no noticiário. O medíocre crescimento de 0,9% em 2012 se deve exclusivamente a questões internas que não foram corretamente equacionadas no tempo certo, ainda que se tente transmitir algo diferente para não ferir mais o já ferido orgulho nacional.
A expressão do título acima é do presidente do IDV, Flávio Rocha, que também é o presidente do Grupo Guararapes, um dos maiores conglomerados brasileiros no setor da moda, através das Lojas Riachuelo, mas que também produz internamente em suas indústrias, parcela expressiva do que vende...