
Data de aproximadamente 10.000 atrás a transição do homem caçador e coletor, portanto nômade, para o homem agrícola, fixando moradia e desenvolvendo no decorrer dos séculos, o cultivo de trigo, cevada, leguminosas, arroz, batata, entre tantas outras culturas.
Como consequência, ou dependendo do ponto de vista, como causa, se fortaleceram os primeiros núcleos monogâmicos, a constituição de famílias e por fim, a divisão de tarefas entre os homens e as mulheres e por extensão, as primeiras comunidades precariamente organizadas.
De maneira geral, cabia ao homem o trabalho braçal e o desenvolvimento de ferramentas, que aumentassem sua produtividade, e a mulher, a criação dos filhos, as tarefas artesanais e os cuidados das primeiras moradias desta protofamília.
Desde esta época, os núcleos familiares se reinventaram, as tarefas foram redivididas, mas, principalmente “elas”, nunca mais pararam de reparar e exigir melhorias nas condições gerais de suas casas.
Chegamos aos dias atuais, num mercado cujo varejo movimentou em 2011 cerca de US$300 bilhões nos EUA, segundo o Census Bureau, e entre US$45 e 50 bilhões no Brasil, segundo dados do IBGE e análise do NE&PE – Núcleo de Estudos e Projeções Econômicas da GS&MD: materiais de construção.
E as notícias vindas do mercado brasileiro são boas. Em 2010, o segmento de materiais de construção apresentou um dos maiores percentuais de crescimento, comparado com todos os outros segmentos de mercado e repetirá o desempenho acima da média do varejo em 2011.
Para termos ideia, ainda segundo análise do NE&PE, enquanto o varejo ampliado (com a inclusão de automóveis e materiais de construção) deverá crescer 7,0%, o varejo de materiais de construção crescerá aproximadamente 9,5%, e há uma série de fatores que indicam que esta tendência será mantida.
A ascendência de 16 milhões de famílias para as classes B2/C nos últimos dez anos, o “Programa Minha Casa, Minha Vida”, que promete construir 2 milhões de moradias em sua segunda etapa, a maior disponibilidade de crédito para financiamentos imobiliários, a melhora dos níveis de emprego e os investimentos em infraestrutura para os grandes eventos internacionais, apenas para citar alguns exemplos, corroboram esta tendência.
Mas e se destacarmos somente uma parte significativa deste mercado, materiais de acabamento, o que encontraremos?
Encontraremos um cenário extremamente favorável, segundo dados dos principais fabricantes de tintas, louças sanitárias, metais sanitários, revestimentos cerâmicos, entre outros importantes segmentos; impulsionados, além das razões já expostas, pelo forte número de entrega de imóveis novos e pelo alto valor agregado destes materiais, puxando para cima a média de crescimento do varejo de materiais de construção.
Por isso, nos próximos meses, a GS&MD-Gouvêa de Souza, ao lado de grandes marcas do setor, estudará este mercado, buscando entender qual o momento e tendências do varejo de material de construção, para a comercialização de materiais de acabamento, contribuindo para sua profissionalização e consequente crescimento.
E contribuindo também para que aquela protoconsumidora, hoje Neoconsumidora, multicanal, virtual e global, encontre ao lado de sua família, produtos e canais de distribuição à altura de suas exigências contemporâneas.
Newton Guimarães (newton.guimaraes@gsmd.com.br), coordenador de inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza