Varejo Digital
21/07/2010
Copa do Mundo aumenta o cibercrime
A Copa do Mundo de 2010 chegou ao final e enquanto os torcedores espanhóis e holandeses assistiam o grande jogo da final, os ciberdetetives usavam sua expertise para identificar atividades criminosas on-line e tendências relacionadas diretamente com o campeonato.
De acordo com Kevin Hogan, diretor sênior de desenvolvimento da Symantec, o ano de 2010 confirmou uma mudança nos últimos três anos. Os criminosos deixaram de usar o sexo como atrativo para enganar os usuários on-line e passaram a se concentrar em notícias relacionadas a grandes eventos globais. "O que estamos vendo são variações de antigos esquemas de engenharia social", afirma ele. "Onde os cibercriminosos exploravam o interesse das pessoas em sexo para induzi-las a abrir e-mails de spam ou visitar sites infectados por malware, hoje vemos a tendência de exploração por assuntos relacionados por celebridades, notícias globais e esportes”, completa.
Talvez os infratores mais prolíficos sejam os spammers, que atingiram milhões de fãs nos períodos de preparação e também durante a Copa do Mundo. Pesquisadores de segurança identificaram inúmeras mensagens tendo futebol como tema, que apresentavam links disfarçados para sites duvidosos de comércio eletrônico.
O relatório da Symantec “State of Spam and Phishing” de julho revelou que o volume de mensagens contendo Copa do Mundo como palavra-chave na linha de assunto foi mais de nove vezes maior durante o campeonato em comparação com o que foi realizado na Alemanha em 2006. Também houve um aumento substancial de sites de jogos e de apostas que foram 'falsificados' para capitalizar a popularidade da Copa do Mundo.
Durante a Copa do Mundo, a Symantec fez uma pesquisa online com usuários da internet para descobrir seus hábitos de navegação durante o campeonato. Tirando os Estados Unidos, que foi identificado como o país com mais mensagens maliciosas no período, o Brasil foi um dos destaque, 57% dos entrevistados responderam que receberam pelo menos uma mensagem maliciosa relacionado ao tema da Copa, já 20% dos pesquisados disseram que receberam mais de 10 mensagens maliciosas sobre o tema.
Em junho de 2010, Symantec estudou uma série de 45 e-mails com malware relacionados à Copa do Mundo, direcionados a algumas empresas brasileiras dos setores químico, de manufatura e finanças, entre outros. "Uma coisa que ficou evidente durante a Copa do Mundo de 2010 é que fãs que usam software de segurança legítimo e atualizado contaram com um alto nível de proteção contra todas as atividades maliciosas acima mencionadas", relata Hogan. "É improvável, contudo, que essas atividades em torno do evento desapareçam por enquanto, por isso é aconselhável continuar a proteger suas informações no mundo on-line."
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